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9 de novembro de 2018

5 MOTIVOS PARA AMAR O TOMB RAIDER III

02:50

Para comemorar os 20 anos do terceiro jogo da franquia Tomb Raider, resolvemos fazer um pequeno especial apontando 5 momentos que vivenciamos toda vez que jogamos esse jogo e que foram bastante marcantes para a época.

Como esquecer o Adventures of Lara Croft? Lançado em 1998, continuou com maestria o grande legado que os jogos anteriores tinham trazido para o mundo dos games. Introduziu novos movimentos, novas armas e até novos veículos. Trouxe de volta os Save Crystals, que fizeram parte do primeiro game e que foram tirados do jogo seguinte, mas, dessa vez, podiam ser coletados para salvar onde quer que o jogador quisesse. Não temos certeza se os jogadores realmente gostavam deles, já que foi a última vez em que eles fizeram parte de um jogo da série. Veio com um nível de dificuldade superior aos outros games, sendo ainda mais desafiador. Apresentou uma vilã icônica, que, mesmo não tendo retornado nos jogos seguintes, apenas na sua expansão, marcou os jogadores com todo o seu poder. Essas são apenas algumas das características que esse game trouxe, mas, a seguir, citaremos cinco inovações que fizeram ser um jogo icônico na mente de todos nós que o jogamos.

5 - Grande variedade de veículos

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Neste título, podemos pilotar diversos tipos de veículos diferentes, bem mais do que no jogo anterior. Pilotar quadriciclo na Índia pode ser bastante complicado para algumas pessoas, mas é certamente bastante divertido para quem o controla. O cuidado com a aceleração, o freio, os pulos no momento certo... tudo isso acrescentou bastante adrenalina ao game.

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Além desse veículo, também vimos nossa heroína controlar um caiaque pelas águas do Sul do Pacífico, diferentemente da lancha usada no jogo anterior. O cuidado em guiá-la com seus remos trouxe muita emoção nos lugares com bastante água e correnteza.

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Como esquecer do jato subaquático? Tomb Raider tinha ido longe demais! Pilotar um pequeno veículo amarelo embaixo d'água que atira arpões parece bastante louco, e foi algo que nos trouxe bastante apreensão naquelas fases em Londres.

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Na Antártida, temos que usar um bote inflável com motor, que nos leva para vários cantos inacessíveis nas águas gélidas do frio continente. Não é tão diferente da lancha usada em Veneza, no Tomb Raider 2.

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Por último, e não menos importante, temos o carrinho da mina. Quem imaginaria que controlaríamos tal veículo em uma das fases da Antártida? É um "veículo" essencial para passar dessa fase, e também nos trouxe várias possibilidades. Acelerar, frear, pular com o carrinho e torcer para não cair nos buracos ou bater nos ferros que ficam no meio do caminho. Essas foram as funções e preocupações que tivemos ao usar o meio de transporte usado nas minas.

4 - Veneno como nova ameaça

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Como se já não bastassem os novos inimigos e animais enfrentados, tivemos que passar a lidar com mais um elemento: o veneno. Cobras bastante sorrateiras e rápidas no bote e lagartos ágeis e resistentes não só a machucavam, mas também deixavam um presentinho que ia consumindo toda a sua barra de energia até que chegasse a morte. A cura era uma só: usar um dos seus kits de medicação. E quando estávamos com poucos itens de cura? O jeito era economizar. Deixar o veneno agir até o máximo e depois encher o sangue com um kit do grande, ou então deixar agir até a metade e usar um pequeno. O que não valia era ser picado com a barra quase cheia e usar o medicamento logo em seguida. Em tempos de racionamento, é necessário ser esperto e usar com sabedoria todos os itens coletados no meio do caminho.

3 - Contato com alienígenas

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Muito frequentes no nosso imaginário e parte de várias teorias da conspiração, os extraterrestres certamente já foram assunto de alguma conversa que vocês tiveram ao longo da vida. O fato de estarmos sozinhos no universo ou de existirem outros seres vivendo por aí é assustador e desperta bastante curiosidade. Eventos em Varginha e nos Estados Unidos estão entre os mais marcantes contatos relatados pelas pessoas com esses seres, mas provavelmente foram prontamente abafados pelos governos locais, com receio de causar um pânico geral na população mundial. Esse assunto continua sendo uma grande dúvida: quem os avistou ou interagiu com eles, afirma com veemência que existem. Outros, dizem que não passa de alucinação ou que tais seres não existem. É difícil afirmar com certeza, e essa dúvida é o que faz o assunto ser ainda mais interessante.

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O Tomb Raider 3 resolveu brincar com esse assunto e trouxe uma fase chamada Área 51, com o mesmo nome do lugar da vida real nos Estados Unidos onde eles pudessem ter sido mantidos escondidos do resto do planeta. Uns dizem que fizeram experimentos com eles, outros que os mataram, e há quem diga que até os mantiveram vivos e que agora fazem parte da nossa sociedade, mas, no jogo, podemos entrar em contato com eles. Passamos a fase toda tentado adentrar as dependências do local e, quando finalmente conseguimos, damos de cara com uma nave espacial e alguns espécimes. Como o propósito principal do game é a busca pelos meteoritos, todo esse assunto extraterrestre casou bem com essa proposta - e nos deixou ainda mais intrigados com esse assunto.

2 - Grande arsenal de armas

Assim como no título anterior, o Tomb Raider 3 trouxe várias armas para serem usadas em diversas situações. Umas não eram novidade, como as pistolas duplas, as uzis e a shotgun. A MP5 era semelhante com a M16 do segundo jogo, então tivemos duas armas totalmente novas: a Desert Eagle e a Rocket Launcher. A primeira, pequena e simples, já foi bastante subestimada pelos jogadores que não a conheciam. Parecia uma pistola, mas não em dupla. O que essa arma traria de positivo se é tão simples? Acontece que esta arma é uma das mais potentes do jogo, matando os inimigos com muita facilidade, sejam animais ou seres humanos. Ela é rápida e perigosa: apenas um ou poucos tiros são necessários para acabar com a ameaça. Inclusive, ela é a melhor arma a ser usada contra o vilão final do jogo. Claro, somada com bastante técnica e agilidade do jogador.

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Já a Rocket Launcher deve ter sido uma grande surpresa para as pessoas quando a descobriram. É o único game da série principal em que ela aparece, já que a vimos outra vez apenas na expansão desse jogo ou no Lara Croft and the Guardian of Light, da série Lara Croft, de bastante sucesso também. É uma arma de grande porte e com um poder de fogo incrível. Explodir inimigos com facilidade é um sonho para uns, mas sua munição é bastante escassa no meio do caminho. Ideal para enfrentar grandes monstros e animais, é uma arma de bastante destaque nesse jogo e que com certeza ficou guardada no imaginário dos jogadores.

1 - Viagem de volta ao mundo

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Escolher para qual destino iremos em seguida? Essa foi uma funcionalidade nova que o jogo trouxe. Ao invés de seguirmos as fases na ordem pré-determinada, nesse jogo tivemos a oportunidade de escolher em qual cenário iríamos antes, e isso alterava a disposição de alguns itens e elementos no jogo. Nada tão marcante mudava, mas, caso já tivéssemos conhecimento das dificuldades de cada cenários, optaríamos por escolher ir primeiro no que considerava mais fácil, ou se livrar logo do mais difícil. Cada um dos cenários com sua particularidade e dificuldade, encontrando um artefato no final. Depois de passarmos por todas as armadilhas e perigos das selvas e templos da Índia, poderíamos escolher se queríamos ir para o deserto do estado de Nevada, nos Estados Unidos, para os templos e civilizações indígenas nas ilhas do Sul do Pacífico ou para o cenário urbano de Londres, trazendo um pouco das características de espiã da personagem. Há quem diga que há uma ordem preferível, mas isso fica a critério de quem estiver jogando. Não quer ir ao Sul do Pacífico agora? Tudo bem, mas lembre-se que depois será inevitável que visite esta área. O que importa mesmo é coletar todos os fragmentos do meteorito para que não caiam em mãos erradas.

23 de fevereiro de 2018

O Filme de TOMB RAIDER vai fazer sucesso?

17:05
Escrito por: Miguel Marques
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Sejam bem-vindos ao novo artigo de opinião do LARA CROFT PT! Voltámos firmes, fortes, e com novidades. Estamos nos momentos finais da nossa espera pela estreia de Tomb Raider nos cinemas e chegou a hora de por todas as cartas na mesa: Será que o filme vai fazer sucesso? Neste artigo quisemos tentar algo novo. Além de termos uma nova arte, feita especialmente para ilustrar este texto, vamos também contar, pela primeira vez, com a opinião de alguns fãs. É a nossa forma de tornar os artigos mais interativos e completos. Digam-nos o que acharam!


O MARKETING

Todos sabem que uma das coisas que mais influencia o sucesso financeiro de um filme – ou de qualquer outra coisa – é o marketing. A divulgação inicial de Tomb Raider foi modesta, com poucas imagens, posters, notícias, e com um trailer mediano. À medida que março se tem aproximado, temos assistido a uma melhoria significativa neste quesito.

As redes sociais têm sido entupidas com mensagens de vídeo dos atores, teasers, TV spots, clips, entrevistas, lives, vídeos promocionais, etc. Muitos deles com cenas inéditas, o que empolga bastante o público. Além disso temos também vídeo-aulas periódicas com o treinador Magnus Method, com alguns exercícios que fez com a Alicia. Há também, todas as terças feiras, uma curiosidade, desafio ou passatempo relacionado ao filme.
Foram desenvolvidos três jogos temáticos que, apesar de não serem extremamente complexos, desafiadores ou oferecerem um longo entretenimento, são sempre bons para por as pessoas a falar sobre o filme. Há o jogo “Escape the Tomb”, no Snapchat, que, inclusive, desbloqueia um filtro exclusivo do filme para a aplicação; há a experiência de realidade virtual para o Oculus VR; e há um tradicional jogo Arcade baseado no reboot de 2013, mas feito para promover o filme. Há ainda o “Escape Room”, que consiste numa sala onde alguns fãs são fechados e, dentro de um tempo estipulado, têm de conseguir sair, resolvendo vários puzzles.
O Croft Camp foi um evento exclusivo, onde o treinador Magnus Method esteve presente e falou da dieta e exercícios pelos quais Alicia Vikander passou para conseguir um corpo digno da Lara Croft. Não só isso, os exercícios foram postos em prática com os convidados, o que gerou vários vídeos e imagens.

O filme ainda não estreou e já temos também algum merchandising, nomeadamente uma Barbie da linha Signature. Claro, há também pósteres, t-shirts, etc.
Eu diria que o Marketing começou bastante fraco, mas agora está ótimo, especialmente no oriente. Não sei se tiveram a oportunidade de reparar, mas o estúdio está a apostar fortemente na China, e é bem provável que tenham sucesso por lá, até porque têm um ator asiático no filme, o Daniel Wu, que interpreta a personagem Lu Ren; e a própria Lara visita Hong Kong no início da aventura. A seguir aos Estados Unidos, a bilheteira chinesa é a mais importante.
A LARA CROFT
Este pode ser o grande forte do filme. A grande maioria das adaptações de jogos para filmes são de franquias não tão conhecidas fora da comunidade gamer. A Lara Croft já tem um vasto império na cultura POP. Todos sabem quem ela é, muito graças aos filmes da Angelina Jolie no início dos anos 2000.

Este novo retrato da heroína pode ser um marco importante na representação de personagens femininas em filmes, especialmente agora com o aumento significativo das mesmas. As comparações com Mulher-Maravilha, o último grande filme de empoderamento feminino, serão inevitáveis, o que pode ajudar muito. Ao contrário de Diana, a Lara Croft não tem superpoderes. Como sabemos, a Lara do reboot não é experiente, intocável nem perfeita. O filme parece estar a focar bastante nisso, com várias quedas e obstáculos no meio da aventura. E a Alicia parece estar a interpretar a personagem de forma perfeita, o que vai fazer da Lara uma personagem fácil para as pessoas se identificarem. Não é uma personagem feminina retratada como superior a todos os seres existentes na Terra, entendem? É humana e, ainda assim, badass.
A aparência física de Alicia Vikander, fator tão criticado por alguns, pode acabar por ser um grande trunfo. Uma personagem feminina despenteada, ferida, com roupas comuns, sem peito, sem traseiro. Um grande contraste com a Lara que o grande público conhecia – a Angelina Jolie. Isto pode ser visto como progresso em Hollywood, o facto de não recorrerem à beleza da atriz para recriar a Lara Croft, algo que seria muito fácil e até óbvio de se fazer.

A CONCORRÊNCIA

Nem todos podem ir ao cinema todas as semanas, nem todos podem todos os meses e alguns, de facto, vão poucas vezes por ano. É importante que se analise os filmes que estreiam perto de Tomb Raider, porque muitas vezes o que salva a bilheteira é a falta de concorrência na época. Temos filmes com protagonistas femininas, filmes que saem no mesmo dia, filmes da Disney, filmes sobre videojogos, filmes de ação, etc. Sim, talvez nos devêssemos preocupar um pouco. Vejamos…
Black Panther
Este filme já estreou e é o único dos que vamos referir que não é de março. Pode, por isso mesmo, não ser uma ameaça tão grande, mas é um filme da Marvel que pode facilmente ofuscar Tomb Raider para aqueles que vão ao cinema poucas vezes por ano.
Conheça a história de T'Challa, príncipe do reino de Wakanda, que perde o seu pai e viaja para os Estados Unidos, onde tem contato com os Vingadores. Entre as suas habilidades estão a velocidade, inteligência e os sentidos apurados.
Data de lançamento: 15 de fevereiro de 2018
Direção: Ryan Coogler
Música composta por: Ludwig Göransson
Produção: Kevin Feige, David J. Grant
Roteiro: Ryan Coogler, Jack Kirby, Joe Robert Cole
Elenco: Chadwick Boseman, Michael B. Jordan, Lupita Nyong'o, Danai Gurira, Daniel Kaluuya



Red Sparrow
O primeiro filme de março já conta com uma mulher no papel principal e em várias cenas de ação. Trata-se de um filme sobre espiões e conta com Jennifer Lawrence como protagonista.
Outrora talentosa bailarina, Dominika Egorova (Jennifer Lawrence) encontra-se em maus bocados quando é convencida a se tornar uma Sparrow, ou seja, uma sedudora treinada na melhor escola de espionagem russa. Após passar pelo árduo processo de aprendizagem, ela se torna a mais talentosa espiã do país e precisa lidar com o agente da CIA Nathaniel Nash (Joel Edgerton). Os dois, no entanto, acabam desenvolvendo uma paixão proibida que ameaça não só suas vidas, mas também as de outras pessoas.
Data de lançamento: 1 de março de 2018
Direção: Francis Lawrence
Adaptação de: Roleta Russa
Música composta por: James Newton Howard
Produtoras: 20th Century Fox, Chernin Entertainment
Elenco: Jennifer Lawrence, Joel Edgerton, Matthias Schoenaerts


A Wrinkle in Time
O novo live action da Disney, além de ter um elenco forte e com personagens centrais femininas, apresenta um mundo fantasioso e rico, também com algumas cenas de ação.
Os irmãos Meg (Storm Reid) e Charles (Deric McCabe) decidem reencontrar o pai, um cientista que trabalha para o governo e está desaparecido desde que se envolveu em um misterioso projeto. Eles contarão com a ajuda do colega Calvin (Levi Miller) e de três excêntricas mulheres em uma ousada jornada por diferentes lugares do universo.
Data de lançamento: 8 de março de 2018
Direção: Ava DuVernay
Orçamento: 103 milhões USD
Música composta por: Ramin Djawadi, Jonny Greenwood
Produção: James Whitaker, Catherine Hand
Elenco: Oprah Winfrey, Chris Pine, Storm Reid, Levi Miller



Love, Simon
Dos produtores de “A Culpa é das Estrelas”, este filme tem um género completamente diferente de Tomb Raider, mas pode ainda tornar-se numa grande ameaça, por estrear no mesmo dia, e caso se torne uma febre como aconteceu com outros filmes semelhantes.
Aos 17 anos, Simon Spier (Nick Robinson) aparentemente leva uma vida comum, mas sofre por esconder um grande segredo: não revelou ser gay para sua família e amigos. E tudo fica mais complicado quando ele se apaixona por um dos colegas de classe, anônimo, na internet.
Data de lançamento: 16 de março de 2018
Direção: Greg Berlanti
Música composta por: Rob Simonsen
Distribuído por: 20th Century Fox
Roteiro: Isaac Aptaker, Elizabeth Berger
Produção: Wyck Godfrey, Marty Bowen, Pouya Shabazian, Isaac Klausner
Elenco: Nick Robinson, Katherine Langford, Miles Heizer, Keiynan Lonsdale


Ready Player One
Com a direção de Steven Spielberg, este filme aborda o tema dos videojogos, misturando vários universos e fazendo referência a várias personagens (inclusive à nossa Lara Croft).
Num futuro distópico, em 2044, Wade Watts (Tye Sheridan), como o resto da humanidade, prefere a realidade virtual do jogo OASIS ao mundo real. Quando o criador do jogo, o excêntrico James Halliday (Mark Rylance) morre, os jogadores devem descobrir a chave de um quebra-cabeça diabólico para conquistar sua fortuna inestimável. Para vencer, porém, Watts terá de abandonar a existência virtual e ceder a uma vida de amor e realidade da qual sempre tentou fugir.
Data de lançamento: 29 de março de 2018
Direção: Steven Spielberg
Adaptação de: Jogador Nº 1
Música composta por: John Williams, Alan Silvestri
Produtoras: Warner Bros. Entertainment, Amblin Entertainment, Amblin Partners, Village Roadshow Pictures
Elenco: Olivia Cooke, Tye Sheridan, Ben Mendelsohn, Simon Pegg, T. J. Miller



Numa análise geral, só “Love, Simon” estreia na mesma semana de Tomb Raider, e é o filme com o género mais diferente. Ainda assim, são vários filmes grandes para o mês de março. O cenário não é dos piores, mas também não é dos melhores.

A QUALIDADE

O outro fator que mais pode influenciar o sucesso financeiro de um filme: ser, de facto, bom. Tomb Raider tem tudo para quebrar a maldição dos filmes baseados em videojogos, mas também tem tudo para honrá-la.

A história, apesar de ser baseada nos dois últimos jogos, foi reescrita e adaptada, como se pretende nestes live actions. Muitas pessoas temem que a narrativa não seja tão boa, já que – a julgar pelos trailers – a história parece ter alguns clichés, como o «Se estás a ouvir isto eu devo estar morto» ou o «Se a Trindade tiver sucesso o mundo corre perigo», mas nada que uma boa execução não possa resolver. Alguns fãs não estão satisfeitos por, mais uma vez, a Lara ir numa aventura 100% motivada pelo seu pai. Sim, tornou-se algo repetitivo e chato para nós, fãs, mas, se virem bem, é suposto esta ser a primeira aventura de sempre da Lara Croft. Não houve filmes com a Angelina sobre o pai, não houve trilogia da Crystal sobre a mãe e não houve reboot nos jogos sobre o pai. Temos de julgar este filme como uma obra individual.
O CGI teve uma melhoria surpreendente ao longo dos trailers e teasers. Algumas cenas estão completamente diferentes se comparadas com a sua primeira aparição, e os efeitos atingiram um nível bastante razoável, estão até muito bons, eu diria. A ação nestes filmes depende muito dos efeitos especiais, e um filme de ação tem de ter boas cenas de ação. Portanto o CGI é, sim, muito importante. Por falar em cenas de ação, elas estão impecáveis. E têm o seu toque Tomb Raider. Fugas de tumbas a desmoronarem-se, quedas de água, murros, pontapés, armas, explosões, a Lara a ser atirada para tudo o que é canto, etc. Parecem ter feito um bom trabalho em mostrar-nos o quão perigosa é a ilha, e ainda conseguem divertir-nos enquanto o fazem.

As personagens são menos e, esperemos nós, melhor trabalhadas. É claro, o foco será na Lara, no seu pai, e no vilão, e os três parecem estar muito bem. Vamos ter também, no início do filme, uma noção melhor de quem é a Lara Croft, vamos conhecer melhor a sua vida antes do naufrágio, algo que não pudemos ver no jogo. Teremos flashbacks com a Lara criança e adolescente, o que pode fazer com que os fãs finalmente se comecem a importar com Richard, já que nunca o conhecemos muito bem nos jogos. Isto se o pai não estiver vivo na ilha, onde – se for o caso – vamos poder ver ainda mais da sua relação com a Lara.
É claro, não podemos falar da qualidade do filme sem o termos visto, tudo o que podemos fazer são suposições. Acredito que as críticas ao filme vão ter um impacto gigantesco no seu sucesso. De facto, acho que esse será o fator decisivo. Se as críticas forem boas, as pessoas ficarão mais interessadas em ir aos cinemas.

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E vocês, o que acham? Comentem as vossas previsões! Compartilhem o artigo, se puderem! Todos queremos muito que o filme seja um sucesso para que façam uma sequência e, quem sabe, um dia teremos todo um universo cinematográfico de Tomb Raider. E, gente, acreditem em mim: TUDO pode fazer este filme ser mau, menos a Alicia Vikander. Ela é das melhores versões da Lara já feitas, e isto posso dizer sem precisar de ver o filme. Então, nada de comentários do género «Mas essa atriz não parece a Lara, não ficou boa no papel», por favor.

Fiquem atentos ao LARA CROFT PT e a todas as nossas redes sociais! Têm saído muitas novidades nos últimos tempos e nós não queremos que vocês percam nada! Muito em breve teremos também uma nova arte em comemoração aos 50 anos da Lara Croft e um sorteio exclusivo. Não percam!


10 de setembro de 2017

OPINIÃO :: Alicia Vikander é uma má escolha para interpretar LARA CROFT?

01:53
Escrito por: Miguel Marques
Empire Magazine
NOTE: If you wish to read the following text in English you can use the Google Translator tool in the bottom of our site. The translation will not be good at all though.

Os nossos artigos de opinião estão de volta! Desta vez vamos finalmente falar dela, sim, o assunto que mais deixa as pessoas divididas: Alicia Vikander no papel de Lara Croft. Boa ou má ideia? A resposta é muito simples: Não sabemos. O filme não estreou, o primeiro trailer ainda nem foi divulgado e, mesmo assim, são muitas as pessoas que, desde o dia em que o anúncio da atriz foi feito, comentam a sua opinião sobre a escolhida. Este texto vai, então, servir para vos tentar acalmar e mostrar boas razões para não ficarem tão revoltados tão cedo. Vamos debater o assunto!

O que está a acontecer?


O filme de Tomb Raider baseado no jogo de 2013 foi anunciado há muito tempo, mas só em abril de 2016 é que a atriz da Lara foi oficialmente encontrada. É certo que todos nós, que esperávamos este anúncio tão ansiosamente, tínhamos uma pequena lista de atrizes que gostávamos de ver a interpretar a nova Lara nos cinemas. O que aconteceu foi que a Alicia foi uma escolha altamente imprevisível. Não haviam rumores da sua participação no elenco e nenhum fã estava a contar com ela.

Acho que parte da revolta já começou aí: Muitos fãs ficaram chateados por a sua atriz favorita não ter sido escolhida e qual é a solução? Arranjar defeitos na que ganhou o papel. Claro, muitos fãs estavam abertos à possibilidade de outras escolhas e genuinamente não gostaram da Alicia. Estão no seu direito, mas vamos hoje tentar entender o porquê dessas opiniões – Quase todas sem sentido, já adianto.

Outras atrizes


Momentos antes de Alicia assinar o contrato, corriam rumores na internet de que Daisy Ridley – a estrela de Star Wars: The Force Awakens – estava a ser cotada para o papel. E, de facto, ela era uma das opções. Assim como, muito provavelmente, outras atrizes famosas. Sabem qual é o problema dessas atrizes e o motivo pelo qual não ficaram com o trabalho? Elas já estão associadas a uma franquia conhecida. Daisy Ridley, Star Wars; Jennifer Lawrence, The Hunger Games; etc. O regresso de Tomb Raider ao grande ecrã precisava de um rosto novo, um rosto talentoso, mas não associado a grandes sagas. Só este ponto já exclui boa parte das atrizes da vossa lista, não é?

Aparência


A grande maioria dos fãs – se não a totalidade deles – critica a aparência de Alicia Vikander. Isso é, pessoalmente, o que mais me incomoda nos comentários de cada imagem nova que sai. A Lara Croft nunca foi apenas sobre beleza e, mesmo que fosse, a Alicia é uma mulher lindíssima. Grande parte dos comentários ataca o físico da atriz. Pernas muito finas, testa muito grande, peito e rabo muito pequenos. Eu leio e penso: “A sério?”. Por acaso a sinopse do filme é sobre alguma supermodelo com todos os padrões de beleza e corpo em dia?

Já há algum tempo que as curvas da Lara deixaram de ser a sua imagem de marca. Antes reclamavam por ser uma personagem sexualizada, agora reclamam pelo contrário? Para mim a Lara sempre foi uma personagem que quebra tabus, então estou SIM muito feliz que a atriz tenha o corpo “tábua lisa” como tantos chamam. E vai ser ótimo ver uma mulher protagonista no cinema que não tente chamar a atenção pelo aspeto físico.

“Ah, mas ela não parece a Lara! Nem de rosto nem de corpo!” E por acaso alguém neste mundo se parece com a Lara, meus amigos? Ela tem um modelo e rosto diferente a cada jogo que passa, às vezes de uma imagem para a outra dentro do mesmo jogo ela está diferente, ela é uma personagem fictícia e vocês vêm dizer que a Alicia não se parece com ela? Todas as pessoas – que não sejam grandes fãs de Tomb Raider como nós – olham para as imagens da Alicia como Lara e acham IGUAL ao jogo. Porque de facto está. É uma das adaptações mais fiéis que vocês vão encontrar por aí.


Quando não criticam a beleza da atriz, criticam o figurino, maquilhagem e cabelo. Como já vos disse, é uma das adaptações mais fiéis que existem. “Já vi cosplays melhores”. Para começar, a roupa da Alicia no filme não é uma tentativa de copiar a 100% a do jogo, tanto que temos várias diferenças, como o cinto e o tecido da blusa. Acho que é justamente por existirem tantos cosplays na comunidade de Tomb Raider que eles nem tentaram fazer um outfit incrível, caríssimo, cheio de detalhes. Não, gente, é um top de desporto, umas calças confortáveis, umas botas e um rabo de cavalo normal, como qualquer pessoa estaria numa situação destas. A Lara Croft não é a Mulher-Maravilha. Ela é um ser humano normal, que compra roupa como todos nós.

Sinceramente adoro o facto de eles não estarem a ligar se o cabelo está bom, se a roupa é linda, etc. Dá um realismo diferente ao figurino. A Alicia não vai estar constantemente a posar para a câmara durante as cenas, como a Angelina Jolie fazia nos seus filmes. (Não estamos a criticar a Lara da Angelina Jolie. ÓBVIO que nós a adoramos e, para a Lara que ela representava, isso resultava na perfeição). Mas esta nova Lara é diferente. Eles não vão confirmar constantemente se o cabelo está no sítio, se a maquilhagem está retocada, se a Alicia está linda. Eles vão atirá-la para um rio, gritar “AÇÃO” e começar a filmar. Simples assim.

Várias pessoas reclamaram também da ausência de franja na Lara, nem que fossem só uns cabelos soltos. Quanto a isso só tenho de dar os parabéns a quem decidiu o penteado da Alicia. Finalmente, depois de 20 anos, a Lara tem um penteado apropriado para as aventuras. Olhem para a Lara dos jogos atuais. Quem é que vai numa aventura com o cabelo na frente da cara e dos olhos? Não é prático, simplesmente não é prático. Ninguém quer saber se fica mais bonito ou não. Isto é um filme, não é um jogo. A Lara não vai estar sempre com o cabelo limpo e perfeito. O cabelo ia colar-se com a transpiração, ia atrapalhar a visão, ia dar muito mais trabalho. De novo: Este filme não é sobre uma modelo.

Talento


Alicia Vikander não só é bonita, como é também suficientemente talentosa para ser protagonista de um filme de ação. O seu papel em The Danish Girl resultou num Oscar, o que nos garante que as cenas dramáticas de Tomb Raider serão conseguidas sem qualquer dificuldade. Alicia já foi uma dançarina, o que, segundo entrevistas, ajudou muito nas cenas de ação do filme. Fora que, antes das gravações começarem, ela foi acompanhada por um personal trainer e o seu corpo está mais tonificado que nunca. Pronta para interpretar uma heroína em ação.

Conclusão


Nós não temos motivos nenhuns para já criticar a atriz sem ver o seu desempenho. No mínimo esperem pelo primeiro trailer para comentar e, no ideal, esperem por ver o filme. Se o filme for mau vai ser pela história, direção, ou outro fator qualquer. O motivo não será a beleza da atriz ou a falta de talento.

Estes artigos de opinião geram sempre algum debate nos comentários da nossa página do Facebook e nós adoramos isso. Desde que seja feito com educação, claro. Concordam com o que leram? Discordam? Concordam em parte? Querem acrescentar alguma coisa? Fiquem à vontade! Nós vamos ler tudo e, como sempre, responder ao que conseguirmos. Entrem no debate!


Espero que continuem a gostar dos nossos artigos de opinião – que são alguns dos posts mais lidos do site inteiro – e que nos motivem a continuar com eles. O primeiro trailer do filme pode estar para breve e, para não perderem nada, fiquem atentos ao LARA CROFT PT e sigam as nossas redes sociais!



18 de agosto de 2017

GamesRadar publica artigo que inferioriza LARA CROFT para divulgar o novo UNCHARTED: The Lost Legacy

23:16
Escrito por - Miguel Marques

NOTE: If you wish to read the following text in English you can use the Google Translator tool in the bottom of our site. The translation will not be good at all though.

O site GamesRadar, uma das mais conhecidas fontes de notícias relacionadas a videojogos – a nível internacional – publicou um texto que tem vindo a incomodar vários fãs de Tomb Raider. E sim, este é um artigo de opinião. E muito nos dá que comentar esta publicação. Devemos começar pelo título?

“Chloe de Uncharted é a sua nova heroína favorita dos videojogos, desculpa, Lara Croft”

E o cabeçalho?

“Chegou a hora da assaltante de tumbas se mexer, porque Chloe tem tudo o que se espera de uma heroína – em jogos ou de outra forma”

As duas primeiras frases de um post que é suposto ser sobre Uncharted mencionam o principal “concorrente” – Tomb Raider. Embora eu entenda a mensagem que a GamesRadar tentou passar com este início, não acho que seja a forma correta de se comparar os jogos. E piora, com o avanço na leitura.

A Lara Croft é vista, até hoje, como a personagem feminina mais icónica dos videojogos e as primeiras linhas do artigo sugerem que ela tem finalmente alguma concorrência e que, se não fizer nada quanto a isso, pode ficar para trás. Até aí tudo bem, pode haver quem não considere ataque. Mas o comboio descarrila quando os parágrafos em si começam…

“A Chloe não precisa de uma história de origens”
“A Naughty Dog não tem medo de apresentá-la como uma mulher”
“E eu quero dizer uma mulher real”

Estes são alguns dos subtítulos da matéria que, o tempo todo, para elogiar uma personagem, precisa de apontar os defeitos da outra. A grande questão é: A GamesRadar está errada? Provavelmente não. Muitas coisas escritas por Sam Loveridge fazem sentido e muitos podem concordar a 100% com ele. Mas é realmente necessário comparar duas personagens diferentes e associá-las pelo simples facto de serem duas mulheres? Porque é que quando um novo jogo protagonizado por um homem é lançado, não o comparam com ícones masculinos dos videojogos? As personagens têm de ser avaliadas individualmente e independentemente do género delas.

Sim, nós adoramos a Chloe, nós adoramos Uncharted, isto não é um ataque ou um insulto ao jogo da Sony. É só um desabafo porque vimos que o artigo que publicaram ofendeu muitos fãs – incluindo eu.


A Lara manteve-se quase duas décadas na indústria sem precisar de uma história de origens. Será que esse argumento é realmente válido? E porque é que o estão a usar? Precisar de uma história de origens é um defeito? Acho que só traz mais camadas à personagem e só enriquece a história. Se, por outro lado, estão a criticar o facto da história da Lara ter mudado ao longo dos anos e a sua biografia ter sido alterada, a Chloe não devia ser um exemplo, porque só existe em 3 jogos e só é protagonista num deles. Um jogo que por pouco não foi apenas uma expansão de Uncharted 4. A Lara Croft foi criada em 1996, quando os jogos quase nem tinham uma narrativa. Não se dava valor a estas coisas. A Lara viu a tecnologia evoluir e é óbvio que ela precisou de sofrer mudanças também.

Sim, o cabelo dela está sempre perfeito enquanto ela passa por situações inimagináveis, mas isto é um problema gráfico, eu não o apontaria como uma forma de tornar a Lara numa personagem menos realista, como assumem no artigo. Quem sabe no próximo jogo isso melhore, afinal até cabelo molhado conseguiram fazer em Rise of the Tomb Raider, isto há 2 anos atrás, caso se tenham esquecido. E não se enganem, a tecnologia evolui muito rápido hoje em dia. É óbvio que um jogo de 2017 vai ter mais detalhes do que um jogo de 2015, como o cabelo colado na cara com a transpiração vs. O cabelo sempre limpo e perfeitamente penteado – aspeto criticado pela GamesRadar.


E sim, a Lara perdeu muita personalidade com o novo reboot. Mas quem nos garante que a Chloe, com 20 anos, tinha todo o seu carisma, toda a sua confiança, toda a sua atitude e personalidade? Mais uma vez: São duas personagens diferentes que NÃO PODEM ser comparadas só por serem do mesmo sexo - o feminino. Se a Naughty Dog não teve problemas em fazer a Chloe chorar em certas cenas do The Lost Legacy, a Crystal Dynamics também não censurou as feridas expostas na Lara, os gritos de agonia, desespero, dor, os sorrisos, as lágrimas, etc. São ambas retratadas com vulnerabilidade SIM e como seres humanos SIM, aliás essa é a sinopse do reboot de Tomb Raider: A Lara foi humanizada.

Acho um pouco triste que para divulgar um jogo tenham de tentar fazer outros parecerem inferiores em vez de mostrar o brilho próprio do novo projeto. Realmente, têm aparecido cada vez mais personagens femininas nos jogos, mas isso é motivo para as outras personagens femininas se sentirem ameaçadas? Como se só houvesse lugar para uma protagonista mulher no mundo dos jogos. Mais uma vez: Acho ridículo. Não há este tipo de discussões em relação aos homens, entendem?

Mas quero muito saber o que vocês, outros fãs, acham. Também se sentiram minimamente incomodados com o artigo da GamesRadar? Para quem não sabe, a página oficial do Facebook da Revista Playstation do Reino Unido compartilhou esta publicação com a descrição: “Mexe-te, Tomb Raider”.



Se quiserem ler o artigo completo, em inglês, cliquem AQUI.

No próximo artigo de opinião: Vamos discutir a opinião dos fãs sobre Alicia Vikander como Lara Croft no próximo filme de Tomb Raider.


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