9 de setembro de 2016

ARTIGO: Lara Croft é a pior parte de Rise of the Tomb Raider


Hoje trazemos para o LARA CROFT PT um artigo recente que gerou alguma polémica na comunidade. Foi escrito, em inglês, por Doc Burford, e publicado originalmente no site Kotaku. Podem agora lê-lo em português! Devemos salientar que este artigo não foi escrito por ninguém do LARA CROFT PT, mas é um ponto de vista interessante a conhecer. Segue abaixo o artigo.

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Lara Croft é a pior parte de Rise of the Tomb Raider


Rise of the Tomb Raider é o melhor jogo de ação e aventura desta geração, um jogo que, sem esforço, balança um ótimo gameplay com puzzles que parecem mais naturais do que artificiais. Como se não bastasse, os níveis são impressionantes, a exploração é uma explosão, e o jogo é ótimo em incentivar uma sensação de realização. Só há um problema: A Lara Croft é chata.

Eu esperava que Uncharted 4 fosse impressionante. Em vez disso eu aborreci-me, voltei para o Doom, e não olhei para trás até há umas semanas, quando peguei no Uncharted: The Nathan Drake Collection e comecei a jogar o primeiro Uncharted. Não sou realmente fã de nenhum dos jogos da Naughty Dog – os inimigos deles sofrem com o pecado capital do design de inimigos, as armas deles são chatas, os encontros confiam demais em ondas de inimigos, as arenas de combate raramente são interessantes, e os jogos usam demasiadas oportunidades para controlar a câmara, fazerem-vos olhar para coisas para vos surpreender, em vez de simplesmente vos deixarem jogar. Mas sabem que mais? O Nathan Drake é fixe. Eu desejava que a Lara Croft fosse fixe.

Tomb Raider e Rise of the Tomb Raider sofrem os dois do problema de Tudo É Sério O Tempo Todo, a própria Lara é tão séria que o Joker do Heath Ledger poderia provavelmente escrever a sua tese de doutoramento a examinar o porquê. Ambos os jogos Tomb Raider apresentam-se como histórias de origens, com a Lara como alguém a enfrentar-se como sendo uma sobrevivente e a fazer coisas fixes.



O problema é que tudo é tipo implacavelmente horrível. A Lara seria esfaqueada na garganta e começaria a arfar como uma protagonista de uma tortura porno. Ela acordaria numa piscina de sangue e corpos e (compreensível) desesperar-se-ia. Tomb Raider teve algum desenvolvimento de personagem – há um momento onde ela prepara o seu arco e é tudo “Preparem-se para mim,” e o momento em que ela empunha as suas pistolas duplas no final de Tomb Raider, senti-o como uma recompensa tão satisfatória que Rise of the Tomb Raider foi uma decepção nesse aspecto.

Embora a Lara esteja certamente mais confiante, ela nunca se sente realmente pronta para chutar o traseiro de alguém. Ela faz saltos que eu, como um ser humano mortal, nunca tentaria, ela escala falésias que assustariam até o Batman, mas quando se trata de diálogo e outras coisas, ela parece ter apenas uma velocidade que nunca, jamais, muda, e ela está tão obcecada com o seu pai – que nós nunca conhecemos e, portanto, não temos ideia do porquê de ela se importar -  e o legado dele, que ela nunca se sente como se não possuísse nada.

Ela nunca brinca, nunca ri e diz “Uau, haha, não acredito que sobrevivi a isto.” Indiana Jones era fixe, em parte, porque ele tinha senso de humor; onde está o momento “Dispara para o gajo com a espada” de Rise of the Tomb Raider? Claro, existem muitos gajos com espadas contra quem disparar, mas nunca tem outro efeito além de “oh não, mais um perigo para vencer.”

Rise of the Tomb Raider age como uma montanha russa, mas o teor emocional é tão rigidamente consistente durante todo o jogo, que é como uma montanha russa numa pista que não tem picos ou depressões. A narrativa apresenta uma espécie de intensidade branda do começo ao fim, pontuando ocasionalmente por momentos de tragédia ou de susto.



E é por isso que não me consigo ligar a esta versão da Lara Croft, e porque eu gostei tanto da versão anterior, ainda que Rise seja um jogo mecanicamente muito superior. Eu não me relaciono com ela de forma nenhuma. Ela é uma pessoa chata; não há nada para se conectar ou relacionar. Eu não conheço o pai dela, então eu não sei porque é que ela está obcecada com o legado dele, além de saber que “ele é o pai dela,” o que não significa nada para mim. Este é um problema comum em histórias conhecido como “empatia assumida.” A boa ficção prova porque nos devemos importar; a má ficção assume que nós nos importamos.

Até a Angelina Jolie foi uma melhor Lara Croft do que esta, e ela teve de trabalhar com uma história horrível, mas pelo menos a Lara dela era fixe em algumas situações, inteligente, mesmo sob pressão, genuinamente apavorada, quando as coisas apavorantes aconteciam, e assim por diante. Eu podia relacionar-me com e admirar aquela Lara Croft, porque ela era significativamente mais humana do que a da versão maçante de Rise of the Tomb Raider.

Rise of the Tomb Raider não é mau porque o que está lá é mau, é chato porque isso é tudo que existe lá. A Lara é uma boa pessoa que faz coisas assustadoras e está tipo “Não te preocupes, vou ajudar-te,” mas nunca há uma arrogante sobrancelha inclinada ou uma piada ou qualquer outra coisa. Para um jogo ser uma montanha russa, ele tem que ser uma montanha russa emocionante. Todos os momentos dramáticos do mundo não são nada se a protagonista reage precisamente de uma maneira.

Eu estou animado para jogar os novos modos de zombies este outono. Rise of the Tomb Raider é genuinamente um dos melhores jogos de ação e aventura já feitos, e eu não posso esperar por ainda mais fãs serem capazes de jogar, mas eu estou cansado desta versão da Lara. Onde está a confiança? Onde está a arrogância? Onde está apenas um momento de humor?

Adicionem isso, e os jogos de Tomb Raider serão finalmente perfeitos.

COMPLETAMENTE FORA DE TÓPICO, MAS PORQUE É QUE LITERALMENTE TODOS OS NPC SÃO UMA CABEÇA INTEIRA MAIS ALTOS DO QUE A LARA?



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Há muito para refletir neste artigo. Queremos saber a vossa opinião. Concordam? Não concordam? Concordam em parte? Contem-nos tudo! E fiquem atentos ao LARA CROFT PT para muito conteúdo exclusivo!


Original: Kotaku

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