18 de agosto de 2017

GamesRadar publica artigo que inferioriza LARA CROFT para divulgar o novo UNCHARTED: The Lost Legacy

Escrito por - Miguel Marques

NOTE: If you wish to read the following text in English you can use the Google Translator tool in the bottom of our site. The translation will not be good at all though.

O site GamesRadar, uma das mais conhecidas fontes de notícias relacionadas a videojogos – a nível internacional – publicou um texto que tem vindo a incomodar vários fãs de Tomb Raider. E sim, este é um artigo de opinião. E muito nos dá que comentar esta publicação. Devemos começar pelo título?

“Chloe de Uncharted é a sua nova heroína favorita dos videojogos, desculpa, Lara Croft”

E o cabeçalho?

“Chegou a hora da assaltante de tumbas se mexer, porque Chloe tem tudo o que se espera de uma heroína – em jogos ou de outra forma”

As duas primeiras frases de um post que é suposto ser sobre Uncharted mencionam o principal “concorrente” – Tomb Raider. Embora eu entenda a mensagem que a GamesRadar tentou passar com este início, não acho que seja a forma correta de se comparar os jogos. E piora, com o avanço na leitura.

A Lara Croft é vista, até hoje, como a personagem feminina mais icónica dos videojogos e as primeiras linhas do artigo sugerem que ela tem finalmente alguma concorrência e que, se não fizer nada quanto a isso, pode ficar para trás. Até aí tudo bem, pode haver quem não considere ataque. Mas o comboio descarrila quando os parágrafos em si começam…

“A Chloe não precisa de uma história de origens”
“A Naughty Dog não tem medo de apresentá-la como uma mulher”
“E eu quero dizer uma mulher real”

Estes são alguns dos subtítulos da matéria que, o tempo todo, para elogiar uma personagem, precisa de apontar os defeitos da outra. A grande questão é: A GamesRadar está errada? Provavelmente não. Muitas coisas escritas por Sam Loveridge fazem sentido e muitos podem concordar a 100% com ele. Mas é realmente necessário comparar duas personagens diferentes e associá-las pelo simples facto de serem duas mulheres? Porque é que quando um novo jogo protagonizado por um homem é lançado, não o comparam com ícones masculinos dos videojogos? As personagens têm de ser avaliadas individualmente e independentemente do género delas.

Sim, nós adoramos a Chloe, nós adoramos Uncharted, isto não é um ataque ou um insulto ao jogo da Sony. É só um desabafo porque vimos que o artigo que publicaram ofendeu muitos fãs – incluindo eu.


A Lara manteve-se quase duas décadas na indústria sem precisar de uma história de origens. Será que esse argumento é realmente válido? E porque é que o estão a usar? Precisar de uma história de origens é um defeito? Acho que só traz mais camadas à personagem e só enriquece a história. Se, por outro lado, estão a criticar o facto da história da Lara ter mudado ao longo dos anos e a sua biografia ter sido alterada, a Chloe não devia ser um exemplo, porque só existe em 3 jogos e só é protagonista num deles. Um jogo que por pouco não foi apenas uma expansão de Uncharted 4. A Lara Croft foi criada em 1996, quando os jogos quase nem tinham uma narrativa. Não se dava valor a estas coisas. A Lara viu a tecnologia evoluir e é óbvio que ela precisou de sofrer mudanças também.

Sim, o cabelo dela está sempre perfeito enquanto ela passa por situações inimagináveis, mas isto é um problema gráfico, eu não o apontaria como uma forma de tornar a Lara numa personagem menos realista, como assumem no artigo. Quem sabe no próximo jogo isso melhore, afinal até cabelo molhado conseguiram fazer em Rise of the Tomb Raider, isto há 2 anos atrás, caso se tenham esquecido. E não se enganem, a tecnologia evolui muito rápido hoje em dia. É óbvio que um jogo de 2017 vai ter mais detalhes do que um jogo de 2015, como o cabelo colado na cara com a transpiração vs. O cabelo sempre limpo e perfeitamente penteado – aspeto criticado pela GamesRadar.


E sim, a Lara perdeu muita personalidade com o novo reboot. Mas quem nos garante que a Chloe, com 20 anos, tinha todo o seu carisma, toda a sua confiança, toda a sua atitude e personalidade? Mais uma vez: São duas personagens diferentes que NÃO PODEM ser comparadas só por serem do mesmo sexo - o feminino. Se a Naughty Dog não teve problemas em fazer a Chloe chorar em certas cenas do The Lost Legacy, a Crystal Dynamics também não censurou as feridas expostas na Lara, os gritos de agonia, desespero, dor, os sorrisos, as lágrimas, etc. São ambas retratadas com vulnerabilidade SIM e como seres humanos SIM, aliás essa é a sinopse do reboot de Tomb Raider: A Lara foi humanizada.

Acho um pouco triste que para divulgar um jogo tenham de tentar fazer outros parecerem inferiores em vez de mostrar o brilho próprio do novo projeto. Realmente, têm aparecido cada vez mais personagens femininas nos jogos, mas isso é motivo para as outras personagens femininas se sentirem ameaçadas? Como se só houvesse lugar para uma protagonista mulher no mundo dos jogos. Mais uma vez: Acho ridículo. Não há este tipo de discussões em relação aos homens, entendem?

Mas quero muito saber o que vocês, outros fãs, acham. Também se sentiram minimamente incomodados com o artigo da GamesRadar? Para quem não sabe, a página oficial do Facebook da Revista Playstation do Reino Unido compartilhou esta publicação com a descrição: “Mexe-te, Tomb Raider”.



Se quiserem ler o artigo completo, em inglês, cliquem AQUI.

No próximo artigo de opinião: Vamos discutir a opinião dos fãs sobre Alicia Vikander como Lara Croft no próximo filme de Tomb Raider.


Para não perderem nenhuma notícia, já sabem, fiquem atentos ao LARA CROFT PT e sigam-nos nas redes sociais! A Gamescom, o maior evento de jogos da Europa, está a chegar e, quem sabe, podemos ter alguma notícia do universo Tomb Raider. Não percam nada!



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